Abram-lhe alas. O verbo pede passagem. A mais importante classe de palavras é a única com o poder de formar oração. Há orações sem sujeito. Mas não existe oração sem verbo. Ele fala e diz. Cheio de nuanças, ora afirma objetivo, ora se deixa levar pela subjetividade. Quando necessário, torna-se imperativo. Manda e desmanda. Sem esquecer o tempo, olha pra frente, olha pra trás, ou se situa no aqui e agora.Tanto poder tem preço. Para dar recado com as sutilezas que a mente concebe, o falante precisa dominar os sofisticados recursos oferecidos pela língua. Entre eles, as flexões de tempo, modo e voz. Quando usar o indicativo ou o subjuntivo? Por que preferir a voz ativa? Em que situação o presente deve fazer o papel de passado?
Muitas vezes, a escolha vai além do gramaticalmente correto. Não trata só do errado e do certo. Mas do adequado. Eleger o melhor para o contexto passa pelo conhecimento. Implica saber quais as possibilidades da língua. E, entre elas, optar pela forma mais ajustada. A tarefa não é fácil. Mas é possível. Com uma condição: arregaçar as mangas e lutar com as palavras. A luta nem sempre é vã.
A dica de hoje foi extraída do livro Escrever melhor – guia para passar os textos a limpo, cujas autoras são Dad Squarisi e Arlete Salvador.
Grande abraço a todos.
Grupo de Desenvolvimento do Servidor Fazendário (GDFAZ).
