Três velhinhos viviam juntos. Um dia, um deles morreu. A polícia chegou para saber o que tinha acontecido. O mais falante explicou:
— Ele pegou aquele livro azul e começou a ler. Empalideceu. Suou. Ficou avermelhado, depois roxo e morreu.
Dois dias depois, outro do trio deu adeus à vida. A polícia voltou ao local. O sobrevivente contou:
— Aconteceu a mesma coisa que da outra vez. Ele pegou aquele livro azul, abriu-o, começou a ler. Empalideceu. Suou. Ficou avermelhado, depois roxo e morreu.
O delegado, impaciente, ordenou ao velhinho:
— Apanhe o livro e leia.
Ele seguiu a ordem. Empalideceu. Suou. Ficou avermelhado. Quando o roxo se anunciou, tiraram a obra da mão do coitado, fizeram-lhe massagem no coração e perguntaram:
— O que tem esse livro?
— Ah, doutor, o problema não é ter. É não ter.
— Como assim?
— O livro não tem nem uma vírgula, nem um ponto, nem um travessão, nem um parêntese.
Conclusão: a ausência de pontos, vírgulas & cia. mata mais que pneumonia.
A dica de hoje foi extraída do livro Escrever melhor – guia para passar os textos a limpo, cujas autoras são Dad Squarisi e Arlete Salvador.
Grande abraço a todos.
Grupo de Desenvolvimento do Servidor Fazendário (GDFAZ).
