Dica do Portuga: VÍRGULA, A DISCRETA (3)

Orações coordenadas

Lembra-se das conjunções coordenativas? São as cinco que, em tempo idos e vividos, os alunos recitavam de cor e salteado. Refresque a memória:

aditivas: e, nem
adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto
alternativas: pois, que, porque
conclusivas: pois, portanto, logo

Assim como existem termos coordenados, existem as orações coordenadas. Elas se dividem em dois grupos.

O primeiro: o das assindéticas. Elas querem distância da conjunção. Ficam só com a vírgula:

Cheguei, vi, venci.

Trabalho, estudo, viajo.

Tomei banho, vesti a roupa nova, fui ao cinema.

Reparou? As assindéticas lembram pessoas sentadas em cadeiras sem encosto para os braços. Pra não ficarem emboladas, uma pequena distâncias as separa. É a vírgula.

O segundo grupo é o das sindéticas. Essas são gulosas que só. Exigem a conjunção e a vírgula. É dose dupla:

O candidato falou muito, mas não convenceu.

Ou estuda, ou trabalha.

Feche a porta, que vai chover.

Penso, logo existo.

A dica de hoje foi extraída do livro Escrever melhor – guia para passar os textos a limpo, cujas autoras são Dad Squarisi e Arlete Salvador.

Frase atribuída a Albert Einstein:

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”

Grande abraço e bom fim de semana a todos.

Grupo de Desenvolvimento do Servidor Fazendário (GDFAZ).