Pronomes possessivos
Seu sua, ah, essa duplinha é do barulho. Pode provocar senhora confusão. Ela refere-se a ele ou a você. Leia esta historinha:
O diretor de uma empresa contrata um detetive particular para investigar o sócio.
– Siga o Pereira durante uma semana para saber o que anda fazendo.
Uma semana depois, retorna o detetive com o dever cumprido. E conta:
– O Pereira sai da sua empresa ao meio-dia, pega o seu carro, vai à sua casa almoçar, namora a sua mulher, fuma um dos seus charutos e regressa para o trabalho.
O outro comenta, satisfeito:
– Ah, bom. Tudo bem, então.
O detetive pergunta:
– Posso tratá-lo como tu?
– Claro.
– Então vou contar a história de novo. O Pereira sai ao meio-dia, pega o teu carro, vai à sua tua casa almoçar, namora a tua mulher, fuma um dos teus charutos e regressa para o trabalho.
Moral da história: todo cuidado é pouco com seu, sua. Observe esta passagem:
O ator Tony Ramos encontrou-se com a atriz Malu Mader no aeroporto do Rio de Janeiro. Enquanto esperavam o avião, Tony ensinou Malu a usar o seu computador para escrever roteiros de novela.
Computador de quem? Do Tony ou da Malu? Melhor deixar claro se o equipamento é dele ou dela:
Enquanto esperavam o avião, Tony ensinou Malu a usar o computador dela (ou dele) para escrever roteiros de televisão.
Em muitos casos, basta passar o facão nos engraçadinhos:
Encontrou o (seu) irmão no aeroporto.
Caiu e quebrou a (sua) perna.
No (seu) discurso de posse, o novo diretor agradeceu a Deus.
A dica de hoje foi extraída do livro Escrever melhor – guia para passar os textos a limpo, cujas autoras são Dad Squarisi e Arlete Salvador.
Grande abraço a todos.
Grupo de Desenvolvimento do Servidor Fazendário (GDFAZ).
